Exemplo de arte profana

Entenda o que é arte profana

Primeiramente, propomos aqui uma visão concreta e ampla da palavra arte. Em sua raiz latina, o significado da palavra “arte” refere-se à “habilidade humana”.

Mas ao longo do tempo, passamos a usar a palavra tanto em referência às habilidades humanas quanto aos produtos dessas habilidades.

Assim, falamos de arte quando se trata de cozinhar, compor música, desenhar, costurar, pintar, jardinar, escrever ou o que for.

A partir dessa visão ampla da palavra arte, poderíamos dizer que todos os objetos tangíveis e traços da atividade humana na terra podem ser vistos como “arte”.

Ou seja, tudo, desde construções monumentais às pinturas rupestres pré-históricas e filmes do século 20, por exemplo.

Tudo o que nós humanos produzimos é arte, mesmo algumas delas sendo boas, outras medíocres e outras terrivelmente ruins.

Cada gesto e expressão humana, em qualquer nível, reflete uma estrutura de valor, uma atitude, um ponto de vista.

E tais pontos de vista podem estar enraizados, conscientemente ou não, em preocupações religiosas ou preocupações profanas.

O que é arte profana?

Em linhas gerais, entendemos por Arte Profana todo tipo de manifestação artística não-vinculada aos valores religiosos.

Ela sempre está relacionada ao ambiente secular, onde se manifesta através dos mais variados tipos de abordagens.

Alguns exemplos são a literatura, música, dança, pintura, escultura, peças teatrais, entre outras.

Além disso, a arte profana é vista como antropocêntrica. Ou seja, onde o ser humano é colocado como o centro de tudo e não como agente secundário, como no caso na arte sacra.

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Arte profana vs. arte sacra

Sagrado e profano constituem duas formas que se opõem e ao mesmo tempo podem ser consideradas complementares à vida dos indivíduos.

Em primeiro lugar, nos referimos ao sagrado como aquilo que foi marcado ou deixado de lado explicitamente para algum propósito religioso, como um ritual ou devoção.

Assim, tratam-se de tudo o que é encontrado num local de culto e acessórios para rituais, como livros, vasos e vestimentas.

Em contraste com esta concepção de sagrado está a de profano, que vem do latim profanum, que significa literalmente “fora do templo”.

Assim, profano em seu sentido mais geral, significa aquilo que não é sagrado, ou aquilo que não pertence a um lugar demarcado ou um objeto relacionado estritamente às práticas religiosas.

Para além disso, está relacionada aos sentimentos, sensações, valores e senso estético das pessoas envolvidas, num contexto secular.

Ao contrário disso, temos a arte sacra, que ocorre entre aquelas pessoas religiosas que conceberam o Sagrado como Deus, um ser absoluto ou força divina.

A arte religiosa, ao colocar o ser humano em segundo plano, geralmente submisso a sua crença religiosa.

Uma coisa que caracteriza as pessoas religiosas e as culturas religiosas é a presença de um senso de “sagrado” que se manifesta no Universo, estrelas, água, árvores, vegetação, pedra, uma obra de arte ou o que for.

O homo religiosus (a pessoa humana como “religiosa”) percebe o mundo físico como a base para vislumbrar o sagrado, aquele senso de mistério fascinante, mas que ao mesmo tempo é inspirador.

Entretanto, aqueles que são religiosos veem a necessidade de combater as profanações da sociedade moderna e ensinar os jovens como assumir suas responsabilidades na criação de um mundo para se viver, se não mais, para salvar aqueles que o estão herdando.

As danças profanas

Como você pôde notar, a relação entre religião e secularismo é muito complexa.

Associados aos termos estão várias conotações e implicações, até mesmo dentro do mundo da dança.

Quando pensamos na coexistência de ambos, muitas pessoas sentem a necessidade de expulsar um ou outro, como se não fosse possível essa fusão entre o que é sagrado e o que é profano.

Entretanto, para algumas culturas (principalmente para as não-ocidentais), é muito comum que não haja essa separação.

Além disso, vale ressaltar que a dança acompanhou todo o processo de transformações da sociedade e sua condição sagrada cedeu espaço ao profano.

Nos primórdios da civilização não se conhecia o profano. Tudo era sagrado, ou seja, tudo era ligado às divindades que protegiam os homens em suas caças, guerras, alimentação e colheitas.

A sociedade moderna se diferencia das sociedades arcaicas em muitos aspectos. Portanto, essas diferenças podem ser notadas quando questões referentes ao sagrado e ao profano são trazidas à tona.

Os povos primitivos pareciam utilizar a dança como uma forma de expor seus temores, afetos, iras, sem outra organização que a imposta pela estrutura do corpo.

A dança parece ter sido um meio de se buscar a concretização de um poder sobrenatural por meio dos ritos.

Danças profanas na atualidade

Na atualidade, a dança profana encontra-se muito mais em mais evidencia do que a sagrada.

Com as transformações pelas quais a sociedade foi passando, houve uma dessacralização da arte. Então, o profano passou a ocupar seu espaço no cotidiano da sociedade.

Poderíamos dizer que a dança contemporânea representa um misto de aspectos dos primórdios e contemporaneidade, de sagrado e profano, que podem ser percebidos tanto nas diferentes formas de manifestação dançante quanto nos seres que vivenciam essas manifestações.

Em síntese, hoje considera-se dança profana toda aquela que não está diretamente relacionada à religião (principalmente ao cristianismo).

Ou seja, no Brasil podemos citar o samba, as danças folclóricas, frevo, entre outros exemplos.

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